Me engana, que eu gosto


Um otário nasce a cada minuto, afirma o ditado. Caso contrário, como explicar o e-mail que acabo de receber? "Você já imaginou assistir TV no seu Computador Ao Vivo direto do seu Computador ou Notebook em qualquer parte do mundo apenas com Internet? E ainda não pagar Assinatura Mensal? Somente uma única taxa de aquisição." (sic) O grifo é meu. O que o anúncio leva os incautos a acreditar é que por uns quinze reais o serviço SuperGuiaDeTV (não mostro o link de propósito) oferece o que nenhuma TV a cabo consegue oferecer: assistir a milhares de canais de TV do mundo todo, de graça.

Esmola grande, cego desconfia. Na seção "dúvidas" do site informa-se que a taxa é para a montagem do Guia. No meu dicionário isso quer dizer uma lista de links. Lista por lista, sou mais a lista do World Wide Internet TV, que é de graça. Mas será que o superguia é só um esquema para afanar quinze contos dos otários? Não, é pior. Observem o recorte de tela abaixo, parte das opções de pagamento pelo "serviço": Os otários informam seus dados pessoais e de cartão de crédito. Inclusive o código de segurança! Em uma página sem o menor sigilo!

Adagiário #100318

Sabedoria popular:

- Atrás de cururu piado, todo bicho é corredor.

- Com jeito e com cuidado, não existe buraco apertado.

Mundiça humana

Este domário voltou a escrever. Até porque, como diz o mote do blog, não custa nada...

 
Mas que é uma hipocrisia, isto, é. Refiro-me à notícia do Telegraph UK sobre o pedido de desculpas do serviço Google Street View por ter mostrado criança "parcialmente nua". Explico: o Street View mostra fotografias tiradas do nível da rua para complementar o Google Maps. Para isso, eles usam, dentre outras fontes, imagens capturadas por automóveis equipados com câmaras que andam para lá e para cá fotografando as ruas. Numa dessas indas e vindas, por acaso, ficou registrada a imagem de uma mãe (ou babá) com um garoto de 4 ou 5 anos, "going to the bathroom" - fazendo cocô ou indo até o banheiro, no inglês ficou ambíguo. As fotos registraram também a mulher ajudando o garoto a se vestir. Detalhe: na foto que foi ao ar, o rosto da criança foi embaçado, mas podia-se ver a placa do carro da família.

Que horror! Que indecência! Que ultraje!

Mostrar fotos de crianças despedaçadas pelos horrores das guerras não causa indignação a ninguém. Mostrar um moleque cagando no mato - a forma mais natural de defecação, aliás, não pode.

Hipócritas de mentes imundas.

Propaganda enganosa #080902


É impressionante a cara-de-pau da nossa SECOM/PR. No "span" diário que todos recebemos, esta notícia, para mim, foi a gota d'água: Observem como a chamada do artigo foi cuidadosamente escrita para passar a idéia que iniciamos a produção de petróleo da camada pré-sal.

Na verdade, trata-se de primeira perfuração de avaliação. O poço vai ser analisado por período entre seis meses e um ano. Foi feito na camada mais fina, de cerca de quatro mil metros (o resto da bacia tem espessuras de até oito mil metros), exatamente porque os custos da prospecção são menores. Segundo informes da Petrobras, a produção só acontecerá, de fato, daqui a seis anos!

Apesar disso, vai ter show com o Presidente, em plena plataforma, acionando o jorro do petróleo...

Que palanquezinho nojento este.

A diferença que faz uma vírgula

Uma vírgula pode deter uma ação... ou não:
  • Não, espere.
  • Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro:
  • 23,4.
  • 2,34.
Pode ser autoritária:
  • Aceito, obrigado.
  • Aceito obrigado.
Pode criar heróis:
  • Isso só, ele resolve.
  • Isso só ele resolve.
E vilões:
  • Esse, juiz, é corrupto.
  • Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução:
  • Vamos perder, nada foi resolvido.
  • Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião:
  • Não queremos saber.
  • Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar:
  • Não tenha clemência!
  • Não, tenha clemência!
Uma vírgula muda tudo.

(Da campanha dos 100 anos da ABI -Associação Brasileira de Imprensa)


Agora escolha onde por a vírgula (pense antes de responder):

Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura.


A cena roubada

Os guitarreiros de plantão concordam: Joe Satriani é tido como um dos maiores guitarristas da atualidade. Então, não poderia deixar de ir ver o monstro, quando se apresentou aqui em Brasília. Um verdadeiro espetáculo de malabarismo sonoro-digital (digital de "dedo", mesmo - nada a ver com computador).

Mas ainda sinto saudade de um Hendrix, que entortava o instrumento de trabalho e a cabeça dos ouvintes e ainda assim produzia músicas... cantáveis. Por ele mesmo, ainda por cima. Por isso, adorei quando, na apresentação da banda que abriu o show, o Kiko Péres homenageou o mestre com "Who Knows". O som ficou no chão do palco como uma bruma a lembrar das origens do que aconteceria em seguida.

Não foi por acaso, portanto, que quando o baixista Stuart Hamm apresentou-se sozinho, num momento de intervalo do alucinado Satriani, percebi que tinha valido o preço do ingresso (se bem que o havia ganhado de presente). Tocou (arpejou, solou, batucou...) "Going to California" do Led Zeppelin nas quatro únicas cordas do seu baixo e roubou a cena. Ou o show inteiro, talvez.

Em tempo: para quem não os conhece, a lagartixa albina (à direita) é o Joe. O balofão (à esquerda) é o Stu.

Paz.




Sanidade




Geografia dos sexos

Geografia da MULHER: Entre os 18 e 22 anos, a mulher é como a África: meio descoberta, meio selvagem, fértil e naturalmente bela. Entre os 23 e 30 anos, a mulher é como a Europa: bem desenvolvida e aberta a relações de negócios - principalmente com alguém com muito dinheiro. Entre os 31 e 35 anos, a mulher é como a Espanha: muito quente, tranqüila e absolutamente convencida de sua própria beleza. Entre os 36 e 40 anos, a mulher é como a Grécia: envelhecendo suavemente mas ainda assim com muito calor e desejável de se conhecer. Entre os 41 e 50 anos, a mulher é como a Inglaterra: com um passado cheio de glórias e conquistas. Entre os 51 e 60 anos, a mulher é como Israel: experiente de guerra e sem cometer o mesmo erro duas vezes, resolve qualquer parada. Entre 61 e 70 anos, a mulher é como o Canadá: preocupa-se muito com a auto-preservação, mas aceita novas pessoas. Depois dos 70, ela é como o Tibet: lindíssima, com um passado misterioso e a sabedoria dos tempos imemoriais. Só aqueles com grande espírito de aventura e sede de conhecimento espiritual a visitam. A geografia do HOMEM Entre 1 e 70 anos, o homem é como o Irã: totalmente governado na base do cacete.

Adagiário #080805

Sabedoria popular:

- Agulha sem fundo não arrasta linha.

- Cada um estica os pés até onde vai o lençol.

- Desgraça de pote é caminho de rio.