Postal de 1907
Não sei por quê, mas adorei a versão dela.
Postal de 1907
Hans Bellmer (1902-1975) foi um artista alemão que começou seu trabalho em Berlin e, por causa do nazismo, depois em Paris. Tinha um pai tirânico e odiado e uma mãe afetuosa, totalmente dominada pelo marido. Quando criança, ele e seu irmão Fritz refugiavam-se da atmosfera opressora familiar em um jardim secreto decorado com brinquedos e lembrancinhas. Para lá levavam as menininhas com as quais "brincavam de médico". Uma verdadeira garçonnière!
Quando os nazistas ganharam o poder em 1933, seu pai era um dos apoiadores mais ferrenhos. Bellmer anunciou que iria abandonar todo o trabalho que, mesmo indiretamente, pudesse ser útil para o Estado. Começou sua vida de artista construindo uma boneca em tamanho real inspirada nas memórias nostálgicas de seu jardim secreto de infância e pela ópera "Os contos de Hoffman" de Jacques Offenbach. A idéia era satisfazer sua necessidade de escapar da realidade e despertar desejos associados a encontros secretos sexuais da sua adolescência. Por seu erotismo provocante, seria um golpe contra a tirania e autoridade. Pelo menos, foi o que disse.
Bellmer publicou dez fotografias deste trabalho em "Die Puppe" (Karlsruhe, 1934), com uma breve introdução, sob a forma de um complexo poema em prosa, no qual ele descreve como as inocentes brincadeiras de criança evoluíram para fantasias sexuais adultas nada inocentes.
Intenso.
Para quem acha que "Deus seja louvado" escrito nas cédulas de Real é apelação, vale a pena dar uma olhada no "Religionskritik". Um site alemão com compilações de críticas à religião. Contém seções de caricaturas e sátiras, trechos de textos famosos de filosofia, teologia, ciência sociais e política e de literatura.
A ilustração acima é Santa Teresa como vocação filosófica ou religiosa, por Félicien Rops (1833 - 1898)
Até que enfim alguém corroborou o que venho falando há algum tempo.
E não foi qualquer um, não. Eric Raymond é peso-pesado no mundo Linux e FOSS. Não vou repetir o que já foi bem dito por ele no blog e comentado pelo Gardiner em seu canal do YT. Vou deixar os dois links, para quem quiser conferir.
Em poucas palavras, a MS está fazendo com o Windows na era Linux algo parecido com que fez com o DOS na era Mac (leia-se "janelas"). Quem não se lembra do velho
C:>win ?
Só não concordo com a visão de "guerra" entre as plataformas. Acho que está mais para evolução, adaptação (ao mercado), convergência e, por que não, inovação ?
Agora é oficial. Fim melancólico da arte pela arte. A "academia" estabeleceu padrões obrigatórios de diversidade e inclusão para filmes concorrerem ao tal "Oscar", carimbando definitivamente a sétima arte (pelo menos a hollywoodiana) como instrumento panfletário grosseiro.
Através da cortina de fumaça do politicamente correto vê-se claramente o ardiloso aparato de censura e de submissão ideológica. Como se os mestres do cinema nunca tivessem engajado em causas humanísticas, políticas, étnicas e culturais, entre outras. Mas não é disso que se trata, não é? Tem que ser a "causa certa". Tem que ser a "verdade certa". Pra eles.
Descanse em paz, "Ars Gratia Artis".
A tradução de I'm Thinking Of Ending Things , livro de Iain Reid, foi mal feita. Acho que "Estou pensando em acabar com tudo isso" seria mais fiel ao sentido original.
Os que leram o livro poderão ficar desapontados com o filme por vários motivos: - O livro é considerado "horror psicológico", gênero que foi automaticamente transplantado para a versão cinematográfica sem dó nem piedade. Não é. É um suspense. - Algumas passagens do livro não estão no filme (e vice-versa). Mas isso é natural e aceitável em qualquer adaptação. - O filme antecipa a reviravolta da trama. Não diria que é cedo demais para quem não leu o livro. - As falas são longas demais. Às vezes, são mesmo. Mas acho que ajudam a criar o clima de diálogo __________ (não vou dizer a palavra para não estragar a história).
Dito tudo isso, eu gostei do filme e o recomendaria, sim. Não é pra todos, certamente. Quem gostou do "Lost Highway" de David Lynch ou do "Enemy" de Denis Villeneuve vai se sentir em casa.