
- ¡Cállate!
Falou e disse.
O embaixador do Brasil na Venezuela, João Carlos de Souza-Gomes, foi chamado para mais uma conversa com o presidente Hugo Chavez. O assunto da vez: o Coronel vai presentear ao colega Boliviano, Evo Morales, uma aeronave da Embraer e gostaria que o governo brasileiro agilizasse os trâmites da aquisição. "Ele [Morales] precisa ter um avião presidencial também", teria justificado o presidente venezuelano durante a conversa.
Pra quem pensa que conforto em viagem aérea é coisa nova, vale a pena lembrar do Dornier DO-X 1929. O Flugschiff (navio voador), como era chamado, era um hidroavião de 55 toneladas, o maior do seu tipo na época, com 12 motores curiosamente em pares, um de frente para o outro. Veja outras fotos.
Em 5 de novembro de 1930, fez uma viagem promocional de 45 mil quilômetros entre a Europa, África e as Américas do Norte e do Sul. Foi um grande sucesso, embora nunca tenha sido usado pela aviação comercial. Apesar de ter sido comprado pela Lufthansa, o único exemplar existente foi destruído nos ataques aéreos a Berlin, durante a Segunda Guerra Mundial.
Mas para quem viajou nele, deve ter sido um sonho. O transatlântico voador tinha três andares: no superior, ficavam a cabine dos pilotos, a engenharia, navegação e a radiotelegrafia; no principal ficavam os passageiros e suas bagagens (como ter mala extraviada?); no inferior, o combustível e as instalações de apoio.
Seu criador, Claude Dornier, projetou um verdadeiro navio dos céus, com todas as regalias e conforto de um clube social de luxo. Seus 70 passageiros podiam usufruir de cabines-dormitório, sala de estar, sala de chá, restaurante, bar e biblioteca, tudo mobiliado com o mais fino gosto e, naturalmente, sofás de couro, porcelana finísima e legítimos tapetes persas. 14 pessoas compunham a tripulação, o que proporcionava, em média, nada menos que um atendente para cada 5 passageiros!
O Natal se aproxima. Apesar de ter se tornado evento comercial, no coração de milhões de crianças carentes "deste país", o que conta, mesmo é a fantasia e a esperança de receber um presente do Papai Noel. Todos nós, em maior ou menor grau, nos sentimos motivados a minorar, de alguma forma, a tristeza daqueles coraçõezinhos.
Amigos que voltaram recentemente da Bolívia dão conta das últimas alucinações do companheiro Evo: De agora em diante, os servidores públicos, para permanecerem no cargo, terão que mostrar proficiência em Quecha e Aymara, as principais línguas indígenas da região. Tudo bem que se deva valorizar nossa cultura sul-americana, muito rica e bela, por sinal - mas usar isso como subterfúgio para promover o aparelhamento do estado, tenha dó! E nesses termos, ainda por cima. Nas ruas da capital, La Paz, já se podem ver anúncios de cursinhos dos dois idiomas, para quem ainda tem esperança de manter o emprego. Em tempo: os servidores públicos de lá, como cá, prestaram concurso público para os cargos. Ser índio (falante) nunca foi requisito nem medida de competência. Pelo jeito que anda nossa política externa em relação aos nossos hermanos, fico imaginando se meus amigos aqui não deveriam logo procurar cursinhos que ensinassem o Tupi-Guarani. Embora ache que o Nheengatú seria mais apropriado.
Isso é o máximo! Agora a gente pode levar uma vida dupla, ter uma segunda existência, viver num mundo paralelo - sem sair de casa. Nada como entrar num mundo totalmente cibernético, uma realidade virtual em 3 dimensões.
A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) e a Organização Internacional para a Padronização (IOS) querem que você saiba exatamente quando passar sebo nas canelas. Agora o símbolo de perigo radioativo ganhou uma caveira e uma pessoa correndo, além do conhecido sinal de radiação.